domingo, 25 de março de 2007
segunda-feira, 19 de março de 2007
Obrigado.

Ericeira
11 3 2007
19:11
11 3 2007
19:11
Este poster surgiu na sequência de uma fotografia que tirei em 2004. Do Joaquim Lebre. Foi um momento. Em que percebi que podia estar a fazer o que estou a fazer agora e esta imagem ficou na minha memória. Como uma mnemónica gráfica do Lebre. O meu taberneiro de sempre. E um exemplo de vida para quem quis e pode ver. Um amigo de toda a gente pela sua inteligência, simplicidade, crença e inimitável profissionalismo. Foi uma referência para várias gerações de bebedores de cerveja, amendoa amarga, bagaço e aldrabões. O seu nome tornou-se num ponto de encontro e muito se viveu ao seu lado. Para o bem e para o mal.
O António. Sempre lá esteve. E está lá sempre. Por isso foi o fiél depositário do poster que fiz.
- Este é Á tua Jaquim!!!
Texto e foto de DEVIR, retirado na íntegra de Fixação Proibida
segunda-feira, 12 de março de 2007
sexta-feira, 9 de março de 2007
LebreTours: Páscoa 2007 (6, 7 e 8 de Abril)

Vem aí a Páscoa, e como temos a sexta feira santa (mei** na garganta!) o fim de semana vai-se prolongar, neste caso adiantar. Proponho como nos anos anteriores um "Vá para fora cá dentro".
Sugestões na caixa de comentários do costume.
PS. Passei o ano em Lagos/Praia da Luz e gostei do sítio onde fiquei
segunda-feira, 5 de março de 2007
"Olha o Tiago Monteiro!"
Tendo em conta a alta qualidade da colheita de fotos carnavalescas deste ano, o nível de publicação on-line das mesmas tem andado muito fraco. Razão pela qual deixo aqui o meu modesto contributo.
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
Boa anedota
O Xôtôr Zé Carpinteiro, o tal que progenitou a H2Loira e a Sornas enviou-me este disparate e, dado o grau de prvoíce, não resisto a publicar no éter:
CORTADORA DE PICkLES
Um sujeito trabalhava há anos numa fábrica de conservas e, um dia, confessou à mulher que estava possuído por um terrível desejo: a vontade incontrolável de meter o pénis na cortadora de pickles. Espantada, a mulher sugeriu que ele procurasse um psicólogo, e o marido prometeu que iria pensar no assunto.
O tempo foi passando, até que um certo dia, ele chegou a casa cabisbaixo, profundamente abatido:
- "O que aconteceu amor?"
- "Lembras-te do meu desejo de enfiar o pénis na cortadora de pickles?"
- "Oh não!" - gritou a mulher -" Fizeste isso?!?"
- "Sim fiz!"
- "Meu Deus, e depois?"
- "Fui despedido..."
- "Mas, = e...e.... e... a cortadora de pickles ...?"
- "Aahh, a Manuela?! Também foi!"
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007
Nova data p'ra sessão Gracinha Viterbo
Uma subita e inesperada inundação na fracção sita no andar acima do # 23 da R. da Misericórdia determinou, não só danos irremediáveis na maquina registadora (calma, que a jola está a salvo...), como também uma remarcação da data para proceder ao "enfeite" da tasca.
Após uma curta visita hoje a tarde, combinei com o João que a noite de Quinta-Feira seria dedicada a expelir o designer de interiores que há em todos nós (vá lá, é carnaval, um gajo pode dedicar-se a estas paneleirices sem que ninguém desconfie...), pelo que cerca das 21:30 lá estarei a ajudar a pendurar guita, fitas coloridas, balões, caraças, e tudo o que apareça que dê cor e alegria à nossa taberna favorita.
Não se acanhem, compareçam que todas as ajudas serão bem-vindas.
A cú miXão de feXtas
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
Está marcado o festim folião
Marlon comunica a seus amigos que já reservou mesa para 6a feira, no restaurante Polo Norte, pelas 22h, em Torres Vedras.
Para quem não souber, é um restaurante de esquina, frente à igreja de S. Pedro. Se continuarem a descer a rua, darão de caras com a famosa Pastelaria fina Casa da Avó Gama.
Até breve. Despeço-me com amizade.
Para quem não souber, é um restaurante de esquina, frente à igreja de S. Pedro. Se continuarem a descer a rua, darão de caras com a famosa Pastelaria fina Casa da Avó Gama.
Até breve. Despeço-me com amizade.
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
Ideia parva, ou talvez não
A ideia parva é esta: noutro dia descobri um site brasuca com letras das marchas clássicas de Carnaval, aquelas velharias com 30 ou 40 anos que toda a gente conhece.
Saquei as letras num copy/paste para Word, e quero saber o que vos parece a ideia de fazer qualquer coisa com aquilo. Sugeri ao Foka_Bock, em conversa pelo Messenger, a ideia de se imprimir aquilo, levar para o Lebre, e afixar nas paredes, a nu, ou emoldurar para não ser estragado.
Em folhas A4 dá 5 páginas com letra 10, que a malta do design (ouviste pixa?) até poderá modificar e fazer umas graçolas com imaginação.
Estão para aí virados? O documento está no desktop do meu pc, e envio facilmente a quem desejar ter acesso a isto.
Sugiram, meninos e meninas.
Saquei as letras num copy/paste para Word, e quero saber o que vos parece a ideia de fazer qualquer coisa com aquilo. Sugeri ao Foka_Bock, em conversa pelo Messenger, a ideia de se imprimir aquilo, levar para o Lebre, e afixar nas paredes, a nu, ou emoldurar para não ser estragado.
Em folhas A4 dá 5 páginas com letra 10, que a malta do design (ouviste pixa?) até poderá modificar e fazer umas graçolas com imaginação.
Estão para aí virados? O documento está no desktop do meu pc, e envio facilmente a quem desejar ter acesso a isto.
Sugiram, meninos e meninas.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
Relembrar o Quim numa época que ele tanto gostava
Na contagem final para o Carnaval de 2007, deixo uma vez mais a minha homenagem sincera ao meu (nosso!!!!) amigo Quim, e lembra-lo principalmente pela sua amizade e elevação, mas também pela adoração que tinha pelo Carnaval.
O Quim, todos nos lembramos, adorava mascarar-se, dançar com as miúdas, e divertir-se como se não houvesse amanhã.
Um folião convicto e à séria, como a imagem não deixa mentir.
Este Carnaval é o 1.º sem ele, mas temos que fazer por manter o nível daquela tasca, e isso começa por fazer uma decoração na tradição das fizemos nos anos anteriores, de preferência melhor.
Este ano, como de costume, vou ajudar a enfeitar a tasca com balões, fitas, caraças, o mais que houver.
Falou-se na noite de 3ª feira dia 13, gostava que quem pudesse e quisesse ajudar comparecesse, todas as ajudas são necessárias.
Já tenho aqui 500 e tal mb’s de musica de Carnaval em mp3 para gravar, e estou a sacar um zip de marxinhas de Carnaval do emule, a ideia é fazer um cd para tocar a noite toda. Vejam quem tem musica, tragam-me no fim-de-semana, que até se pode fazer mais que um cd.
Vá meninos e meninas, mexam-se também para a casa estar com o nível que o Quim gostaria.
O Quim, todos nos lembramos, adorava mascarar-se, dançar com as miúdas, e divertir-se como se não houvesse amanhã.
Um folião convicto e à séria, como a imagem não deixa mentir.
Este Carnaval é o 1.º sem ele, mas temos que fazer por manter o nível daquela tasca, e isso começa por fazer uma decoração na tradição das fizemos nos anos anteriores, de preferência melhor.
Este ano, como de costume, vou ajudar a enfeitar a tasca com balões, fitas, caraças, o mais que houver.
Falou-se na noite de 3ª feira dia 13, gostava que quem pudesse e quisesse ajudar comparecesse, todas as ajudas são necessárias.
Já tenho aqui 500 e tal mb’s de musica de Carnaval em mp3 para gravar, e estou a sacar um zip de marxinhas de Carnaval do emule, a ideia é fazer um cd para tocar a noite toda. Vejam quem tem musica, tragam-me no fim-de-semana, que até se pode fazer mais que um cd.
Vá meninos e meninas, mexam-se também para a casa estar com o nível que o Quim gostaria.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
sexta-feira, 26 de janeiro de 2007
Novidades da Tasca
Caros assinantes, o Blogger actualizou-se e deixou se ser uma versão Beta, e O Lebre sempre na vanguarda das tecnologias também. Por isso os fabulos escribas aqui do tasco tem de fazer a actualização de Blogger para Google Account para continuarem a postar aqui no Tasco, e aparecerem na barra aqui do lado nos Contributors.
É fácil, é barato (grátes) e não dá milhões mas deve dar qualquer coisinha
Gratos pela preferência
A Gerência Virtual
PixaComXis
É fácil, é barato (grátes) e não dá milhões mas deve dar qualquer coisinha
Gratos pela preferência
A Gerência Virtual
PixaComXis
A origem do spam e um video de Monty Python sobre spam (ia-me apagando com isto, estes gajos são os maiores)
SPAM é a designação universal atribuída a correio electrónico. São
mensagens enviadas em massa, sem o prévio consentimento do destinatário,
para vários endereços em simultâneo e são quase sempre de teor comercial
e publicitário.
PRESUNTO PICANTE?
Originalmente, SPAM, foi o nome dado a uma marca de presunto picante
(Spieced Ham) enlatado fabricado por uma empresa norte-americana que
vende o produto desde 1937. É curioso como o nome de uma marca de comida
enlatada se tornou sinónimo de uma das piores pragas da Internet.
(informação e video no meu mail hoje)
sexta-feira, 19 de janeiro de 2007
Missão cumprida
Teve ontem lugar a invasão à Tornada para aquisição de vestimentas de Carnaval.
Na missão compareceram antónis, Marlon Brandão, e o extra-blog Pedro Miguel, A.K.A. “Gasosas”, que adquiriram as 1.ªs peças das respectivas máscaras, e que diga-se, continuam a preços bem tentadores.
A Tornada, para quem não sabe, é uma aldeia nas imediações das Caldas, que tem um armazém de venda de roupa usada, e em quantidades industriais, onde é possível comprar as cenas mais pirosas a preços indescritíveis de baratos (para lá chegar: A-8, sentido Lisboa -Leiria, sai-se na 20ª saída - que tem a indicação "Tornada". Depois da saída, segue-se em frente, surge uma rotunda, vira-se à direita, e estamos na Tornada, em plena avenida principal. Segue-se em frente, até chegarmos a uns semáforos. Passam-se estes, e é a 1ª à esquerda. Depois, uma bifurcação (toma-se o lado direito), seguimos e o armazém fica atrás de uns portões e de uma vedação (vê-se bem, é grande e branco).
Na missão compareceram antónis, Marlon Brandão, e o extra-blog Pedro Miguel, A.K.A. “Gasosas”, que adquiriram as 1.ªs peças das respectivas máscaras, e que diga-se, continuam a preços bem tentadores.
A Tornada, para quem não sabe, é uma aldeia nas imediações das Caldas, que tem um armazém de venda de roupa usada, e em quantidades industriais, onde é possível comprar as cenas mais pirosas a preços indescritíveis de baratos (para lá chegar: A-8, sentido Lisboa -Leiria, sai-se na 20ª saída - que tem a indicação "Tornada". Depois da saída, segue-se em frente, surge uma rotunda, vira-se à direita, e estamos na Tornada, em plena avenida principal. Segue-se em frente, até chegarmos a uns semáforos. Passam-se estes, e é a 1ª à esquerda. Depois, uma bifurcação (toma-se o lado direito), seguimos e o armazém fica atrás de uns portões e de uma vedação (vê-se bem, é grande e branco).
Mais informações em http://www.cm-caldas-rainha.pt/Conteudo/ApresentacaoConcelho/Freguesias/Tornada.asp
É, salvo erro, o 3º Carnaval onde me abasteço na Tornada, e continua a valer a pena lá ir, especialmente para determinadas peças: casacos (aos pontapés, feiíssimos e baratos) chapéus (este ano há imensos) sapatos de mulher de nºs grandes (arranjam-se 40, 41 sem problema). Quem gosta de vestidos, tem às dezenas, de cetim, com rendas, folhos cores, tudo digno do casamento mais saloião de há 20 anos atrás. Conjuntos mini-saia/top são mais difíceis, mas com esforço arranjam-se – como poderão atestar daqui a um mês. Há muita calcinha daquela justa, p’ra ficar com um belo camel toe saliente.
E os preços…
Como é evidente, não irei dar detalhes sobre o que compramos, mas só digo, para aguar os leitores, que o “Gasosas” está a esmerar-se…
Há possibilidade lá voltar (até porque há mais gente a querer ir lá), e vou quase de certeza ainda a Torres, para ir aos acessórios, e sacar uma ou outra cabeleira.
Isto está-se a compor…
quarta-feira, 17 de janeiro de 2007
Provocação ao nosso Galvaneco José, o mais ferrenho socrático do Seixal saloio
Pensamento do dia:
Dizem os americanos :
"We have George Bush, Stevie Wonder, Bob Hope, and Johnny Cash."
Respondem os portugueses :
"We have José Socrates, no wonder, no hope, and no cash."
(No mail hoje)
Dizem os americanos :
"We have George Bush, Stevie Wonder, Bob Hope, and Johnny Cash."
Respondem os portugueses :
"We have José Socrates, no wonder, no hope, and no cash."
(No mail hoje)
segunda-feira, 15 de janeiro de 2007
guia para um correcto "dress code" de puta no carnaval

Quando falta um mês para a mais divertida época do ano – o maravilhoso Carnaval – é chegada a altura de se pensar nas máscaras. A que nos vamos mascarar, quando vamos procurar, o quê, enfim, estamos em plena época preparatória da ocasião.
Como é sabido, este vosso escriba desde há muitos anos que apenas e só se mascara à puta, tendo vindo nos últimos anos a refinar a péssima qualidade e fama da personagem com aquisição de alguns artigos que lhe apimentam o traje, e que felizmente (alguns, pelo menos…) têm sobrevivido quase miraculosamente para o ano seguinte. Orgulho-me, por exemplo, de ter alguns acessórios que vão no 15º Carnaval consecutivo (por exemplo, a minha maravilhosa carteira encarnada) sem grandes sobressaltos.
O que se segue é um guia pessoal, relativo ao critério para aquisição dos diferentes artigos que compõem uma máscara de uma abjecta e nojenta puta rasca de beira de estrada – ou como se costuma dizer, puta de sofá-pedra. Serve para aconselhar os menos avisados sobre o tema, sobre o que e como escolher, e como usar os artigos, e escrevo-o sem falsas modéstias, com a autoridade de quem tem perto de 20 Carnavais consecutivos nas costas, e ainda em puto, enquanto as roupas das minhas irmãs me serviam, também alinhava na festa.
A cabeleira: artigo fundamental numa máscara, porque dela sobressai logo a “qualidade” da nossa puta. Loira, à partida, é puta rasca, morena puta mais chique, a ruiva (as minhas favoritas) dá um ar mais angelical, com um misto de naughty girl que me agrada sobremaneira – para além de serem mais vistosas. Deve ser curtinha (senão é um combate com a alça da mala, e fazem comichão no pescoço, e embaraçam-se em tudo), preferencialmente encaracolada (porque se notam menos as falhas, e dão um ar mais dirty à puta).
Óculos: muito importantes, devem ser de lentes grandes (estilo Amália Rodrigues, ainda haverá quem tenha relíquias 70’s das mães nas gavetas ou encaixotados), o que apalhaça a puta e lhe dá um ar decadente, sempre interessante. Os óculos permitem também disfarçar os olhos encarnados, e permitem suportar a luz quando se sai do Túnel ao meio-dia.
Maquilhagem: actualmente, o que eu uso resume-se a brilhantes na cara e no corpo, verniz encarnado na unha (nem podia ser outra cor) e verniz para apodrecer os dentes – este sim, componente essencial. Como cultivo laboriosamente um bigode de 2 semanas antes do Carnaval, este detalhe associado a uma escolha certeira óculos/cabeleira e uns dentes podres, meio caminho estará andado para enojar toda a gente – triunfo, portanto…
Casaco: provavelmente o mais importante dos trajes. Carnaval é sinónimo de muito frio, e chuva por vezes também dá um ar. Aqui a escolha tem que ser feita com especial critério. Os casacos de pele ou visons são quentinhos, mas são péssimos de transportar e de guardar em cantinhos. Quando se investe num casaco deste tipo, tem que se mentalizar que não resta outra hipótese que não recorrer aos bengaleiros. Os “anorakes” ou “Kispos”, ou o que queiram chamar, enrolam-se à cintura com facilidade, são quentes, mas não têm tanta (falta de…) classe como os de pele – ainda não perdi a esperança de arranjar um de coelho (imitação era melhor…), porque aí ninguém se chegava perto de mim em qualidade.
Mala: tantas vezes negligenciada, a mala é um artigo a que dou grande importância, porque nele se encontra guardado o meu pequeno mundo não carnavalesco (os maçons chamar-lhe-iam profano…). Deve ser de tamanho médio, de tecido mole (para não pesar), espaçosa, com muitos bolsinhos para separar bem as coisas. A alça deve ser gigante, para permitir que se use à tiracolo, e diminuir os riscos de perda. No bolso interior (de preferência com fecho), devem ser guardadas as coisas mais importantes, como sejam a chave de casa, algum dinheiro, telefones e afins
Quanto mais horrorosas, melhor, e aí vivam os 80’s com a sua memorabilia de adereços. Eu na minha mala levo o estritamente necessário: carteira (a minha velhinha carteira encarnada, companheira de tantas lutas…), vernizes, para dentes e unhas, um telemóvel velho – o meu velhinho Nokia 5110, que desde 1998 não me deixa ficar mal, uma garrafa de plástico com as já celebres e temíveis tampinhas (mix vodka/limão em doses capazes de fazer levantar um moribundo…), uma caixa com um par de óculos extra, e montes de balões, com que faço as minhas maminhas arrebitadas à adolescente.
Traje: aqui há logo uma decisão a fazer, tailleur ou conjunto micro mini-saia e top. Eu gosto de fazer uma das noites de tailleur, para variar um pouco, e desde que seja bem curto (andar com as cuecas a ver-se é fundamental) eu visto-o. De qualquer forma, normalmente opto por mini-saia/top, porque me permite fazer um conjunto de especial mau gosto e andar com a minha opulenta e hirsuta barriga ao léu, que é quase imagem de marca da casa. Para aquisição de traje aconselho as feiras (Carcavelos é muito boa, Malveira nem por isso), os centros comerciais na zona do Martim Moniz, e para que tem saco, uma ida à Tornada. Nos baús por vezes também se encontram umas pérolas, é sempre de se passar por lá.
Collants: vão por mim, eu ensino o truque – 3 camadas, uns por baixo de tecido à escolha desde que não asse, a 2ª uns de lã, e na 3ª viva a imaginação, quanto mais assanhados melhor (rendas, desenhos, vale tudo). Por cima dos collants, uma boa cueca fio dental (lojas dos chineses, há aos pontapés), e se houver, uma bela combinação e cinto de ligas (coisa que não arranjo para o meu tamanho infelizmente.
Atenção ao soutien, deve ser bem largo, não façam como eu que tenho uma marca nas costas de um soutien que me arranjaram uma vez. O ano passado arranjei um 54 copa D em Mafra, end of story.
Como é sabido, este vosso escriba desde há muitos anos que apenas e só se mascara à puta, tendo vindo nos últimos anos a refinar a péssima qualidade e fama da personagem com aquisição de alguns artigos que lhe apimentam o traje, e que felizmente (alguns, pelo menos…) têm sobrevivido quase miraculosamente para o ano seguinte. Orgulho-me, por exemplo, de ter alguns acessórios que vão no 15º Carnaval consecutivo (por exemplo, a minha maravilhosa carteira encarnada) sem grandes sobressaltos.
O que se segue é um guia pessoal, relativo ao critério para aquisição dos diferentes artigos que compõem uma máscara de uma abjecta e nojenta puta rasca de beira de estrada – ou como se costuma dizer, puta de sofá-pedra. Serve para aconselhar os menos avisados sobre o tema, sobre o que e como escolher, e como usar os artigos, e escrevo-o sem falsas modéstias, com a autoridade de quem tem perto de 20 Carnavais consecutivos nas costas, e ainda em puto, enquanto as roupas das minhas irmãs me serviam, também alinhava na festa.
A cabeleira: artigo fundamental numa máscara, porque dela sobressai logo a “qualidade” da nossa puta. Loira, à partida, é puta rasca, morena puta mais chique, a ruiva (as minhas favoritas) dá um ar mais angelical, com um misto de naughty girl que me agrada sobremaneira – para além de serem mais vistosas. Deve ser curtinha (senão é um combate com a alça da mala, e fazem comichão no pescoço, e embaraçam-se em tudo), preferencialmente encaracolada (porque se notam menos as falhas, e dão um ar mais dirty à puta).
Óculos: muito importantes, devem ser de lentes grandes (estilo Amália Rodrigues, ainda haverá quem tenha relíquias 70’s das mães nas gavetas ou encaixotados), o que apalhaça a puta e lhe dá um ar decadente, sempre interessante. Os óculos permitem também disfarçar os olhos encarnados, e permitem suportar a luz quando se sai do Túnel ao meio-dia.
Maquilhagem: actualmente, o que eu uso resume-se a brilhantes na cara e no corpo, verniz encarnado na unha (nem podia ser outra cor) e verniz para apodrecer os dentes – este sim, componente essencial. Como cultivo laboriosamente um bigode de 2 semanas antes do Carnaval, este detalhe associado a uma escolha certeira óculos/cabeleira e uns dentes podres, meio caminho estará andado para enojar toda a gente – triunfo, portanto…
Casaco: provavelmente o mais importante dos trajes. Carnaval é sinónimo de muito frio, e chuva por vezes também dá um ar. Aqui a escolha tem que ser feita com especial critério. Os casacos de pele ou visons são quentinhos, mas são péssimos de transportar e de guardar em cantinhos. Quando se investe num casaco deste tipo, tem que se mentalizar que não resta outra hipótese que não recorrer aos bengaleiros. Os “anorakes” ou “Kispos”, ou o que queiram chamar, enrolam-se à cintura com facilidade, são quentes, mas não têm tanta (falta de…) classe como os de pele – ainda não perdi a esperança de arranjar um de coelho (imitação era melhor…), porque aí ninguém se chegava perto de mim em qualidade.
Mala: tantas vezes negligenciada, a mala é um artigo a que dou grande importância, porque nele se encontra guardado o meu pequeno mundo não carnavalesco (os maçons chamar-lhe-iam profano…). Deve ser de tamanho médio, de tecido mole (para não pesar), espaçosa, com muitos bolsinhos para separar bem as coisas. A alça deve ser gigante, para permitir que se use à tiracolo, e diminuir os riscos de perda. No bolso interior (de preferência com fecho), devem ser guardadas as coisas mais importantes, como sejam a chave de casa, algum dinheiro, telefones e afins
Quanto mais horrorosas, melhor, e aí vivam os 80’s com a sua memorabilia de adereços. Eu na minha mala levo o estritamente necessário: carteira (a minha velhinha carteira encarnada, companheira de tantas lutas…), vernizes, para dentes e unhas, um telemóvel velho – o meu velhinho Nokia 5110, que desde 1998 não me deixa ficar mal, uma garrafa de plástico com as já celebres e temíveis tampinhas (mix vodka/limão em doses capazes de fazer levantar um moribundo…), uma caixa com um par de óculos extra, e montes de balões, com que faço as minhas maminhas arrebitadas à adolescente.
Traje: aqui há logo uma decisão a fazer, tailleur ou conjunto micro mini-saia e top. Eu gosto de fazer uma das noites de tailleur, para variar um pouco, e desde que seja bem curto (andar com as cuecas a ver-se é fundamental) eu visto-o. De qualquer forma, normalmente opto por mini-saia/top, porque me permite fazer um conjunto de especial mau gosto e andar com a minha opulenta e hirsuta barriga ao léu, que é quase imagem de marca da casa. Para aquisição de traje aconselho as feiras (Carcavelos é muito boa, Malveira nem por isso), os centros comerciais na zona do Martim Moniz, e para que tem saco, uma ida à Tornada. Nos baús por vezes também se encontram umas pérolas, é sempre de se passar por lá.
Collants: vão por mim, eu ensino o truque – 3 camadas, uns por baixo de tecido à escolha desde que não asse, a 2ª uns de lã, e na 3ª viva a imaginação, quanto mais assanhados melhor (rendas, desenhos, vale tudo). Por cima dos collants, uma boa cueca fio dental (lojas dos chineses, há aos pontapés), e se houver, uma bela combinação e cinto de ligas (coisa que não arranjo para o meu tamanho infelizmente.
Atenção ao soutien, deve ser bem largo, não façam como eu que tenho uma marca nas costas de um soutien que me arranjaram uma vez. O ano passado arranjei um 54 copa D em Mafra, end of story.
Calçado: sempre, sempre, uns ténis. Como sola em bom estado – imaginem o que acontece ao vosso Carnaval se pisam uma base de um copo de vidro…, de preferência que tenha impermeabilidade – em Torres quando chove, a agua parece uma faca de tão fria que é, e pés gelados para o pé de samba é tramado… Sapatos de salto alto, pantufas, sabrinas, sandálias, tudo isso dá cabo dos pés
Acessórios: ora aqui está algo a que venho dando valor nos últimos anos, são nestes detalhes que muitas vezes me destaco. Colares, pulseiras, anéis, pregadeiras (queriam…) bandeletes, fitas, plumas, etc., tudo é bom para apimentar a máscara. Eu ultimamente uso um par de algemas na alça da mala, um belo relógio de gaja que me deram as minhas amigas Sornas e H2Loira, colares e o resto, tudo o que consigo arranjar e seja pavoroso eu visto.
Fundamental também, são os acessórios para fazer barulho: apitos, reco-recos, castanholas, chocalhos, venham eles.
O resto, é risota, animação, musica, pé de dança, copos e outros aditivos, algumas quedas (Carnaval que o é, tenho que ir ao chão uma vez…), encontros inusitados, e por fim, luta contra o cansaço e o frio
Dia 16 do próximo mês levanto voo, e aterro algures entre Júpiter e Torres Vedras
Acessórios: ora aqui está algo a que venho dando valor nos últimos anos, são nestes detalhes que muitas vezes me destaco. Colares, pulseiras, anéis, pregadeiras (queriam…) bandeletes, fitas, plumas, etc., tudo é bom para apimentar a máscara. Eu ultimamente uso um par de algemas na alça da mala, um belo relógio de gaja que me deram as minhas amigas Sornas e H2Loira, colares e o resto, tudo o que consigo arranjar e seja pavoroso eu visto.
Fundamental também, são os acessórios para fazer barulho: apitos, reco-recos, castanholas, chocalhos, venham eles.
O resto, é risota, animação, musica, pé de dança, copos e outros aditivos, algumas quedas (Carnaval que o é, tenho que ir ao chão uma vez…), encontros inusitados, e por fim, luta contra o cansaço e o frio
Dia 16 do próximo mês levanto voo, e aterro algures entre Júpiter e Torres Vedras
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